A padronização social do século XXI está atingindo níveis catastróficos em relação à personalidade das pessoas, deixando a humanidade num tipo de transe e manipulando cada movimento, como se fossem marionetes. Não consigo acreditar que seres humanos babacas excluem socialmente quem não usa tênis da Nike, ou uma blusa da Armani, Calvin Klein e Hollister, um relógio bem "cheguei" e um perfume da Boticário (ou qualquer outra porra renomada, que seja), quem bebe Whisky Blue, Red ou Black Label . É incrível como um simples pedaço de pano e uma simples bebida é exaltado por causa de um simples nome idiota e sem criatividade, e mais incrível ainda é o fato de que esses panos e bebidas transformam seus hospedeiros em pseudodeuses, vira um ser humano "de valor". Essa visão superficial preconceituosa gera uma pressão muito forte em quem foge desses padrões, em quem é excêntrico, e não é qualquer pessoa que consegue resistir essa pressão, porque quem não se enquadra nesse manicômio é excluído até atingir o ápice da solidão. A solidão é destrutiva, funciona como um efeito dominó, pois com o tempo destrói todas as muralhas emocionais da pessoa, e num ato de desespero ela decide entrar nos padrões. Pra lutar contra esse preconceito é preciso alguém que tenha culhões pra falar na cara de quem merecer que está errado e ir até o fim. E tenho plena lucidez quando eu digo que todos nós temos poder pra fazer isso, o que nos falta é coragem de pensar nisso, e, mais difícil ainda, expor para as pessoas. Treinem debater questões e expor ideias que estão adormecidas e esquecidas dentro de vocês. Nossas ideias são sementes, e o maior favor que fazemos à uma semente é enterrá-la.
" Algumas pessoas são tão pobres, mas tão pobres, que só tem dinheiro"
(O Semeador de Ideias)

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